Hamas divulga vídeo de dois reféns israelenses em Gaza

Combatentes do Hamas se reúnem no local da entrega de reféns em Rafah, sul da Faixa de Gaza, em 22 de fevereiro de 2025Omar AL-QATTAA

Omar AL-QATTAA

O braço armado do Hamas divulgou, nesta segunda-feira (24), um vídeo de dois reféns israelenses sequestrados em 7 de outubro de 2023, quando o movimento islamista palestino atacou Israel a partir da Faixa de Gaza.

No vídeo, que dura pouco mais de três minutos e cuja data de gravação não pôde ser verificada, os dois homens aparecem sentados no chão, falando em hebraico enquanto olham para a câmera, dirigindo-se a um dos reféns já libertado, pedindo-lhe que conte suas experiências em cativeiro para acelerar a libertação deles.

os dois homens, identificados pela AFP como Elkana Bohbot e Yossef-Haïm Ohana, ambos sequestrados no festival de música Nova, falam do perigo que enfrentam desde que foram retomados os ataques israelenses à Faixa de Gaza, na última terça-feira.

A imprensa israelense mencionou seus nomes sem divulgar o vídeo que, no entanto, é considerado uma “prova de vida” dos dois homens.

A família de Bohbot – que é casado com uma colombiana e a quem o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, concedeu a nacionalidade depois de seu sequestro – reagiu ao vídeo com uma mensagem ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e ao presidente americano, Donald Trump.

“Por favor, imaginem se fosse seu filho, o pai do seu neto, que espera ver a luz do dia, que escuta as bombas do Exército e que vive com medo constante de morrer”, escreveu a família.

“Este vídeo é uma prova de vida, mas queremos que Elkana volte vivo para casa”, acrescentaram seus familiares.

Israel retomou seus intensos bombardeios aéreos a Gaza na semana passada, antes de enviar novamente tropas terrestres para áreas evacuadas durante a trégua que havia começado em 19 de janeiro e durou dois meses.

Durante o ataque do Hamas, em 7 de outubro de 2023, 251 reféns foram sequestrados em Israel e levados para a Faixa de Gaza. Deste total, 58 ainda estão em cativeiro, dos quais pelo menos 34 foram declarados mortos pelo exército israelense.

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