No próximo dia 5 de abril fecha um ano do trágico ataque a uma creche de Blumenau, onde quatro crianças foram brutalmente assassinadas. Foi a partir dessa desgraça que a Polícia Civil de Santa Catarina criou um laboratório cibernético para prevenir casos como esse.
Delegado Ulisses Gabriel, delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina – Foto: Diogo de Souza/ND
Apesar das imensas dificuldades da Polícia Civil de Santa Catarina, que sofre pela falta de efetivo – uma anomalia da segurança no Brasil, é com ajuda da tecnologia que a instituição se “vira”.
Depois da tragédia registrada na rua dos Caçadores, bairro Velha, em Blumenau, que a Polícia Civil, aos cuidados do delegado geral Ulisses Gabriel, instituiu o Cyberlab, um laboratório para antever episódios macabros como aquele.
Uma ferramenta pioneira e que virou referência nacional e internacional. De acordo com dados colhidos junto a Delegacia Geral da Polícia Civil, até o começo de fevereiro os números se desenhavam assustadores: 129 casos investigados envolvendo ataques a escolas onde 63 pessoas foram conduzidas à delegacia.
Foram cumpridos 44 mandados de busca e apreensão, além de 29 menores apreendidos. O laboratório ainda elaborou 24 relatórios de inteligência envolvendo indivíduos que planejavam atentados em escolas, inclusive, fora de Santa Catarina e do Brasil.
A efetividade da ferramenta é tão grande que já rendeu relatório para o México, onde agentes catarinenses mapearam um projeto de ataque a uma escola do País da América Central.
“Criamos esse protocolo com uma resposta imediata da Polícia Civil para casos que vai acontecer um atentado ou está acontecendo. Nossos policiais foram fazer um curso na Swat, nos Estados Unidos, e estão replicando esse trabalho”, resumiu o delegado geral Ulisses Gabriel.
Não à toa que a Polícia Civil de Santa Catarina é uma das mais respeitadas do País e, dessa forma, do mundo.